COMUNICADO À IMPRENSA

Pagamentos cross-border se tornam um campo de disputa pela lealdade na América Latina e no Caribe, aponta pesquisa da Mastercard e da FXC Intelligence

30 de junho de 2026 | Miami, FL
  • Pesquisa qualitativa com um painel de PMEs constatou que 9 em cada 10 empresas entrevistadas considerariam trocar de provedor de pagamentos cross-border, colocando potencialmente em risco até aproximadamente 70% de seus volumes de pagamentos internacionais
  • As PMEs navegam por um mercado de pagamentos cross-border em rápido crescimento e cada vez mais complexo, marcado por fricções operacionais e incerteza
  • Mesmo uma mudança de 1% nos fluxos de pagamentos cross-border poderia representar aproximadamente US$ 230 milhões em receitas anuais em disputa para bancos e fintechs em toda a região 

 

Os pagamentos cross-border estão se tornando o primeiro ponto de fragmentação das relações bancárias na América Latina e no Caribe, à medida que pequenas e médias empresas (PMEs) redirecionam cada vez mais seus fluxos de pagamentos internacionais em busca de maior previsibilidade, transparência e eficiência operacional. Uma nova pesquisa da Mastercard, desenvolvida em colaboração com a FXC Intelligence, provedora líder de dados e inteligência sobre pagamentos cross-border, mostra que os pagamentos internacionais das PMEs representam uma oportunidade significativa e crescente na América Latina e no Caribe. Estima-se que as receitas de bancos e empresas de pagamentos provenientes do atendimento dessas transações atinjam aproximadamente US$ 23 bilhões por ano.

Ao mesmo tempo, o mercado está se tornando cada vez mais dinâmico. Em uma pesquisa qualitativa com um painel de PMEs no México, no Brasil e na Colômbia, 9 em cada 10 empresas entrevistadas afirmaram que considerariam trocar de provedor de pagamentos cross-border. Em conjunto, essas empresas indicaram que até aproximadamente 70% de seus volumes de pagamentos internacionais poderiam estar abertos à migração, à medida que as expectativas sobre o desempenho dos pagamentos continuam aumentando. Embora muitas PMEs mantenham suas principais relações bancárias para serviços locais, como crédito, folha de pagamento e cobranças, os pagamentos cross-border estão sendo redirecionados corredor por corredor. Como resultado, as instituições financeiras correm o risco de permanecer como “banco principal” apenas no nome, enquanto perdem, na prática, uma participação de carteira economicamente significativa.

 

Hoje, as PMEs estão redistribuindo ativamente seus fluxos de pagamento para provedores que oferecem resultados mais consistentes, maior visibilidade e menor esforço operacional. Mesmo mudanças modestas no comportamento de pagamento podem ter um impacto comercial significativo. A pesquisa indica que cada movimentação de 1% nos fluxos de pagamentos cross-border poderia representar aproximadamente US$ 230 milhões em receitas anuais em disputa para bancos e fintechs em toda a região.

 

À medida que os volumes de pagamentos cross-border crescem, sua complexidade operacional também aumenta. As PMEs da região enfrentam uma série de encargos recorrentes que vão além do custo. O estudo destaca:

  • Fricção operacional: um pagamento transfronteiriço típico exige várias etapas manuais e coordenação interna.
  • Gestão de exceções: aproximadamente 1 em cada 9 pagamentos exige investigação, correção ou acompanhamento.
  • Carga de tempo: transações problemáticas podem consumir até 3,5 horas do tempo da equipe.
  • O “imposto da incerteza”: as PMEs muitas vezes não têm clareza sobre quando o pagamento chegará, quanto será recebido e quais deduções serão aplicadas.

 

À medida que esses encargos se acumulam, eles influenciam diretamente a forma como as PMEs selecionam e utilizam seus provedores financeiros. As empresas já não dependem de uma única instituição. Em vez disso, muitas estão:

  • Distribuindo pagamentos entre múltiplos provedores.
  • Alocando fluxos com base em confiabilidade e previsibilidade.
  • Testando opções alternativas corredor por corredor.

 

“Os pagamentos cross-border já não são apenas uma transação. São um momento decisivo na relação com o cliente”, afirmou Walter Pimenta, vice-presidente executivo de Pagamentos Comerciais e Novos Fluxos de Pagamento para a Mastercard América Latina e Caribe. “Esta nova pesquisa envia um sinal claro para bancos e provedores. Quando as PMEs não podem contar com previsibilidade e visibilidade, começam a redirecionar seus fluxos de pagamento. Quando essa mudança começa, ela pode se estender para além dos pagamentos e alcançar a relação bancária mais ampla”.

 

“Os pagamentos cross-border são o ponto em que muitas relações bancárias com PMEs começam a se fragmentar”, afirmou Daniel Webber, CEO da FXC Intelligence. “Quando os pagamentos são lentos, pouco transparentes ou difíceis de resolver, as empresas não esperam que o sistema melhore. Elas começam a mover seus fluxos para provedores que oferecem maior certeza”.

 

Com a projeção de expansão contínua do comércio cross-border e a maior participação das PMEs, as instituições financeiras enfrentam pressão crescente para modernizar suas capacidades e oferecer experiências de pagamento mais confiáveis e transparentes. Por meio do Mastercard Move, instituições financeiras e provedores de pagamentos podem ajudar a enfrentar esses desafios ao:

  • Melhorar a visibilidade e o rastreamento dos pagamentos.
  • Oferecer resultados de liquidação mais previsíveis.
  • Reduzir processos manuais e taxas de exceção.

 

Aumentar a transparência sobre tarifas e valores finais de pagamento. Ao habilitar uma experiência cross-border mais fluida e confiável, a Mastercard ajuda as instituições a fortalecer seus relacionamentos, reter fluxos de pagamento e apoiar o crescimento das PMEs na América Latina e no Caribe.

 

Escopo e metodologia da pesquisa

 

Os resultados apresentados se baseiam em uma pesquisa desenvolvida pela Mastercard em colaboração com a FXC Intelligence. A pesquisa incluiu um painel qualitativo de pequenas e médias empresas entrevistadas no México, no Brasil e na Colômbia para compreender os desafios operacionais, as decisões sobre provedores e os comportamentos relacionados a pagamentos transfronteiriços. Esses resultados são complementados por pesquisas mais amplas da Mastercard e pela análise de mercado da FXC sobre tendências de pagamentos transfronteiriços na América Latina e globalmente. Os aprendizados qualitativos refletem padrões recorrentes entre as empresas entrevistadas e têm como objetivo indicar tendências direcionais, não resultados estatisticamente representativos de todo o mercado.

Sobre a FXC Intelligence

A FXC Intelligence é líder do setor em dados e inteligência sobre pagamentos transfronteiriços. Os maiores bancos, empresas de pagamentos e grandes empresas de tecnologia do mundo utilizam nossos dados e soluções de plataforma, tanto em pagamentos fiduciários quanto baseados em stablecoins, para tomar decisões que moldam suas operações diárias, o desenvolvimento de produtos e a estratégia. Nossos dados também são utilizados por organismos internacionais, incluindo o Banco Mundial e o Conselho de Estabilidade Financeira. Nossa pesquisa e nossos dados ajudam os clientes a compreender como os mercados de pagamentos transfronteiriços estão mudando, onde as necessidades dos clientes estão desatendidas e onde estão surgindo novas oportunidades comerciais. Para mais informações, visite www.fxcintel.com.

Sobre a Mastercard

A Mastercard impulsiona economias e empodera pessoas em mais de 200 países e territórios em todo o mundo. Junto com nossos clientes, estamos construindo uma economia sustentável onde todos possam prosperar. Oferecemos uma variedade de opções de pagamentos digitais, tornando as transações seguras, simples, inteligentes e acessíveis. Nossas redes, tecnologia, inovação e parcerias se combinam para fornecer um conjunto único de produtos e serviços que ajudam pessoas, empresas e governos a alcançar seu mais elevado potencial.

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